O
desenvolvimento de um processo participativo permite uma interação
interdisciplinar e multissetorial, facilitando o surgimento
de soluções mais criativas e ajustadas a cada
realidade. Desse modo, reduzimos as possibilidades da elaboração
de projetos dissociados da realidade. A não participação
dos envolvidos implicará, em grande parte, no pouco
comprometimento e auto-identificação para com
o mesmo.
Um processo participativo visa não
somente à elaboração de propostas mais
ajustadas à realidade. Pretende mudar comportamentos
e atitudes, onde os indivíduos passam a ser sujeitos
ativos no processo e não objetos do trabalho dos outros.
A participação não é
somente um instrumento para a solução dos problemas,
mas também uma necessidade do homem de auto-afirmar-se,
de interagir em sociedade, criar, realizar, contribuir, sentir-se
útil. É um instrumento muito eficaz para aumentar
a motivação e o entusiasmo das pessoas, contribuindo
para a expressão do pleno potencial de uma organização.
Também se justifica pelo componente
afetivo, por fazer com que nos sintamos mais estimulados,
mais seguros, mais confiantes, trabalhando em equipe. É
a base para a interação e confiança entre
as pessoas e, assim, a sua autogestão.
A importância de um processo participativo
também pode ser dada pela razão instrumental
de sermos mais eficazes, realizando as coisas em conjunto.
Um processo participativo implica em uma
aprendizagem mútua, envolvendo todos os que possam
contribuir, seja conceitualmente, seja pela sua experiência,
assim como os que irão estar à frente da execução
das idéias geradas.
Trabalhar um processo participativo de planejamento
permite: |